Campinas aceitou integrar a Agência Reguladora da Bacia dos Rio Piracicaba, Capivari e Jundiaí. A partir de atrásra, os aumentos na tarifa de água da cidade vão precisar ser aprovados pelo órgão regional. A empresa munical de saneamento, a Sanasa, vai ter que enviar para entidade as planilhas e argumentos que expliquem os reajustes. Além disso, a agência vai fiscalizar a qualidade de serviços prestados pela empresa municipal de abastecimento, a Sanasa.
A chamada Ares-PCJ foi criada em maio de 2011 pelos municípios que compõem o consórcio do PCJ. A agência para regular os trabalhos das empresas de saneamento é um item obrigatório desde 2010, quando a lei foi sancionada pelo governo federal. Para o presidente da agência, o prefeito de Atibaia, José Bernardo Denig, o serviço vai garantir mais qualidade para a população.
Quando a agência foi criada, a prefeitura de Campinas prometeu participar, mas após uma semana o então prefeito Hélio de Oliveira Santos voltou atrás e cogitou criar um órgão municipal para regular a Sanasa. O projeto não vingou, Hélio foi cassado e atrásra a cidade assinou o convênio com a Ares-PCJ, uma entidade regional.
Para o atual presidente da Sanasa, Marco Antonio do Santos, essa foi a melhor opção. O momento da empresa é procurar o máximo de transparência. Marco Antonio do Santos afirmou que a escolha por uma agência, que não tenha relação com a executivo municipal, garante mais confiança nos trabalhos.
O assunto tarifa já foi alvo da justiça em Campinas. Em 2009, o reajuste de 11,80% na conta de água foi questionado no judiciário e somente na segunda instância a administração municipal conseguiu derrubar a liminar que a impedia de efetivar o aumento.