O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Campinas foi o Ministério Público denunciar a prefeitura. O problema é descumprimento dos prazos para a abertura de concurso público para a área da saúde. A administração municipal assinou um termo de ajustamento de conduta para realizar um processo para substituir os funcionários do setor de saúde contratados via convênio com o Hospital Cândido Ferreira. O edital para a abertura do concurso para preencher mil e 60 vagas ainda não aconteceu.
Segundo o sindicato, a proposta teria que ser publicada no último dia 19. Os representantes das Secretarias de Saúde e Recursos Humanos deveriam ter apresentado ao Sindicato e a Comissão de Trabalhadores do hospital, o nome da empresa contratada e os editais para o processo seletivo. Ao desrespeitar os prazos, as etapas do processo de seleção ficaram comprometidas, além da homologação do concurso, em que o prazo máximo é dia 6 de julho. E se isso não for cumprido, por causa do ano-eleitoral, a prefeitura pode ficar impedida de contratar os funcionários em 2012.
A vice-presidente do Sinsaúde, Leide Mengatti, disse que está preocupada porque o TAC ajudou a prorrogar o convênio com a Cândido Ferreira, só que o acordo termina em atrássto.
O secretário de recursos humanos, Nílson José Balbo, disse que o atraso foi motivado pela demora das empresas interessadas em realizar o concurso no envio de documentos, mas que atrásra a prefeitura já está em fase de avaliação e deve solucionar o problema em breve.
Já o prefeito de Campinas, Pedro Serafim do PDT, desdenhou a representação do sindicato no Ministério Público. O chefe do executivo disse que os prazos vão ser cumpridos e que o número de contratados atinge o limite de gastos com pessoal que a administração pode fazer.
O convênio da prefeitura com o Cândido Ferreira foi julgado irregular pelo Tribunal de Contas do Estado. Por isso, a prefeitura é obrigada a fazer concurso público para contratar funcionários para a saúde.