Uma auditoria da prefeitura de Campinas investiga a suposta compra de cerveja, carne, carvão e cigarro com dinheiro público. Os produtos teriam sido adquiridos pela ONG Associação Esporte Abraça Campinas, que recebe verbas do programa Segundo Tempo do Governo Federal. Para participar do projeto, a entidade se credencia na Secretaria de Esportes que faz repasse os recursos por meio de comprovação dos gastos.
Chama a atenção, uma nota fiscal de uma padaria na qual foram gastos R$ 2 mil, entre as compras cervejas e cigarros. Há também uma nota de um supermercado que mostra a aquisição de maminha, contra-filé, cerveja e carvão.
A administração faz atrásra uma varredura para saber se os valores apresentados foram ressarcidos. A ONG recebeu cerca de R$ 1,4 milhão, de outubro de 2009 até atrássto de 2011, para garantir o acesso de crianças carentes ao esporte.
De qualquer maneira, o atual secretário de esportes, Caio Carneiro Campos, acha estranho estas notas estarem na prefeitura. E, segundo Caio Carneiro Campos, o antigo titular da pasta, Fernando Vaz Pupo já tinha sido avisado sobre problemas com a Esporte Abraça Campinas.
Fernando Vaz Pupo é ligado ao PcdoB e foi secretário de esportes na gestão do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos, de abril a novembro de 2010. Atualmente Pupo é candidato a vice na chapa que tem o vereador Arly de Lara Romeu, do PSB, como postulante ao cargo de prefeito na eleição indireta para o mandato-tampão em abril.O atual prefeito Pedro Serafim, do PDT, também vai disputar o pleito.
Fernando Vaz Pupo disse que ainda vai se informar sobre o caso e aguardar o fim da apuração para se posicionar. O ex-secretário afirmou que não teve conhecimento de qualquer suposta irregularidade com a ONG Esporte Abraça Campinas. Pupo só espera que o caso não tenha relação com as eleições indiretas do mês que vem.
O convênio com a Associação Esporte Abraça Campinas terminou sem o pagamento da última parcela do repasse do programa Segundo Tempo. E por isso, a entidade foi a justiça para cobrar os recursos. O presidente da ONG, João Batista Tojal, não quis gravar entrevista na manhã desta quinta-feira, mas disse que tem todos os documentos que comprovam que não houve irregularidades.