O vereador pelo PP, Rafael Zimbaldi, comentou a notícia de que a empresa Engebrás venceu o pregão presencial feito pela Emdec para locar radares portáteis por quatro meses. O serviço será necessário por que o contrato com o Consórcio Campinas Segura do qual a própria empresa faz parte foi apontado com irregularidades, suspenso e o Tribunal de Contas do Estado determinou o desligamento dos aparelhos. A cidade está sem a fiscalização por velocidade desde 16 de março. Zimbaldi foi presidente da CPI dos radares que constatou os problemas após uma denúncia de propina em todo o país divulgada pelo Programa Fantástico da Rede Globo.
Procurada pela reportagem, a Emdec – empresa que gerencia o trânsito na cidade – não respondeu aos pedidos de entrevista. As irregularidades dizem respeito a renovação, mas também aos aditamentos para pagamentos extras no contrato. Neste novo pregão para locar radares no lugar dos desligados a Engebrás venceu após oferecer a menor proposta pelo serviço. Cobrou r$ 415,2 mil para o aluguel de dez equipamentos. Ao todo 25 empresas retiraram o edital de participação. Uma ação popular movida a partir dos resultados da CPI da Câmara pede a devolução do dinheiro pago para o Consórcio e o cancelamento das multas. O caso também foi encaminhado para o MP.
Para o vereador Rafael Zimbaldi faltou moralidade. O político sugere que a equipe de licitação da Emdec está viciada em favorecer empresários e pede a suspensão do novo leilão para um contrato definitivo. O leilão está marcado para segunda-feira e vai definir o prestador de serviço para os próximos dois anos. As regras do pregão consideram que se a primeira empresa tiver problemas judiciais, o contrato poderá ser feito com o segundo colocado.