Um conjunto de improvisações. É como foram avaliadas as condições de trabalho nas obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, nesta terça-feira, em uma fiscalização conjunta do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego. Entre as irregularidades mais graves, uma caixa d´água foi interditada por causa de risco de queda de trabalhadores. O Auditor Fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, João Batista Amâncio, explica que para operar a caixa dágua, o funcionário era obrigado a escalar uma estrutura de madeira sem nenhuma proteção contra a queda.
Outro termo de embargo foi realizado nas instalações elétricas, que apresentaram partes energizadas acessíveis. Um quadro de energia elétrica, por exemplo, que deveria estar trancado e sinalizado, em vez disso estava aberto, sem proteção, e com uma fita crepe com a palavra “perigo” escrita a caneta em letras quase apagadas. O que impressionou a fiscalização federal.
Outro ponto que chamou a atenção da fiscalização foi a falta de disponibilidade de água para os funcionários, que foram flagrados dividindo uma mesma garrafinha de água, quando a regra é ter 1 bebedor a cada 150 metros ou galões de águas individuais. No refeitório, foram verificadas mesas e cadeiras insuficientes. Além da falta de estrutura na área de vivência. Amâncio relaciona ainda banheiros insuficientes e com completa falta de higiene.
Nesta quinta-feira, está marcada uma audiência conjunta entre o responsável pela obra, Consórcio Construtor Viracopos, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho e Emprego para a discussão de soluções a curto prazo. O Consórcio Aeroportos Brasil, responsável geral pela concessão do aeroporto e pelas obras de ampliação de Viracopos não vai se pronunciar no momento, alegando ainda não ter sido notificado.