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Em Limeira, CPI do Messias acusa dois ex-secretários e prefeito cassado

Em Limeira, o relatório final da CPI do Messias será encaminhado para o Ministério Público. O documento aponta como acusados de corrupção e formação de quadrilha os ex-secretários de Negócios

Em Limeira, o relatório final da CPI do Messias será encaminhado para o Ministério Público. O documento aponta como acusados de corrupção e formação de quadrilha os ex-secretários de Negócios Jurídicos, Sérgio Baptistella, o de Desenvolvimento, Sérgio Sterzo e o ex-prefeito cassado de Limeira, Silvio Félix (PDT).  A CPI foi instaurada depois da veiculação de um vídeo pela EPTV Campinas em que o funcionário da prefeitura, José Josué dos Santos, conhecido como Messias, recebe R$ 20 mil de Baptistella em troca de um suposto dossiê contra o prefeito cassado.

O vídeo foi o principal argumento para a acusação da CPI explicou o vereador. O motivo foi o fato dos depoimentos terem sido prejudicados pelo próprio delator. O relator da Comissão, o vereador Ronei Costa Martins, confirmou que os pagamentos totalizavam 50 mil.

O prefeito cassado Silvio Félix foi notificado duas vezes para depor e demorou dois meses para atender aos vereadores. Sob pena de ser conduzido ao plenário por policiais falou à CPI há alguns dias. Negou conhecer Messias e nem que ele tenha sido funcionário dele. Quanto a outros depoimentos apenas Baptistella confirmou que o dinheiro tinha sido repassado por Sterzo. No ano passado, o MP e a Policia Federal chegaram a prender os dois filhos, a esposa do ex-prefeito e outras 10 pessoas.

As acusações são de formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Uma investigação continua com desdobramentos na Justiça sobre um esquema milionário que teria segundo os promotores, enriquecido a família Félix. O valor desviado seria de 200 milhões de reais. Os bens do ex-prefeito estão bloqueados pela Justiça.

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