O Tribunal Regional Eleitoral impugnou a candidatura de Edson Moura Junior, que tinha sido eleito para administrar a Paulínia nos próximos 4 anos. Ele tinha sido eleito depois de substituir o pai, Edson Moura, que foi barrado pela lei da ficha limpa, horas antes do período de votação. O Ministério Público, a coligação que representa o atual prefeito, José Pavan, e outras duas representações entraram na justiça para pedir a impugnação da candidatura de Edson Moura Junior.
Edson Moura, que já foi prefeito de Paulínia em outros mandatos, tem uma série de processos judiciais. José Pavan é o atual prefeito de Paulínia e foi o segundo colocado nas eleições de 07 de outubro. A coligação que representa Pavan pediu a impugnação do registro da candidatura de Edson Moura Junior, alegando que ele teria se beneficiado de uma manobra que deturpou a vontade livre e consciente do eleitor. Já o Ministério Público apontou duas irregularidades que impossibilitariam que Edson Moura Junior tomasse posse no dia primeiro de janeiro do ano que vem. A primeira delas está relacionada à falta de apresentação de um plano de governo do candidato após substituir o pai na chapa majoritária do PMDB de Paulínia. A segunda questão apontada pelo Ministério Público foi o fato de que a troca foi feita para ludibriar os eleitores, sem que houvesse tempo para a ampla divulgação da troca de candidatos. Nas alegações da promotoria, a população de Paulínia elegeu o filho acreditando que estava votando no pai.
Edson Moura Junior pode recorrer da decisão. Caso a impugnação seja mantida, os votos registrados pelo até então prefeito eleito serão considerados nulos e o segundo colocado na eleição, José Pavan, será reeleito.