CBN Campinas 99,1 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Operação da PF cumpre mandados em cidades da região

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quarta-feira (31/10), seis mandados de prisão e 12 de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Atibaia e Valinhos. A Operação Lava-Rápido

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quarta-feira (31/10), seis mandados de prisão e 12 de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Atibaia e Valinhos. A Operação Lava-Rápido tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e subtração de procedimentos fiscais da Receita Paulista. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Foram apreendidos durante a operação 14 veículos, cinco procedimentos fiscais de pessoas jurídicas e uma de pessoa física, além de US$ 30 mil  e R$ 100 mil. Os investigados vão responder, de acordo com suas atuações, pelos crimes, sendo que as penas somadas podem chegar à 28 anos de prisão.

O inquérito policial teve início em março desse ano após a constatação de que uma igreja teria movimentado R$ 400 milhões em operações financeiras. Através de investigações, constatou-se que se tratava de uma empresa sem  existência física e que a associação religiosa foi criada para conseguir a imunidade tributária.

Foi constatado que a criação de empresas de fachada fazia parte de um esquema para sonegação fiscal e evasão de divisas, com duas frentes de atuação. Em um deles as empresas de fachada eram criadas para atuar ficticiamente, recebendo dinheiro de empresas reais e depois remetendo os valores para o exterior de maneira ilegal. As empresas fictícias funcionavam por um período curto, para desviar a fiscalização. Na segunda frente, o grupo atuava para empresas devedoras do fisco, que já haviam sido autuadas ou que haviam tido seus recursos administrativos julgados improcedentes. Nesses casos, tinham a colaboração de servidores públicos vinculados à área tributária, que atuariam no “desaparecimento de procedimentos fiscais”.

Os processos eram subtraídos das instalações da repartição pública e também apagados dos sistemas de informática. A investigação aponta que nos casos dos documentos físicos, eram levados em partes, escondidos em bolsas ou mochilas. Assim, eles eram entregues aos chefes da quadrilha, que os entregavam para os empresários envolvidos. Há evidências de que cada procedimento continha valores de multas fiscais que variam entre R$ 1 milhão e R$ 35 milhões.

A estimativa é de que o prejuízo total à União e ao estado de São Paulo, pelo não recolhimento dos tributos  e pelas fraudes, passam de R$ 150 milhões ao ano.

Compartilhe

Conteúdos