Um projeto de lei do Executivo, que será enviado para votação na Câmara de Vereadores, propõe um modelo de ensino em período integral para crianças de 6 a 14 anos em Campinas. A proposta prevê o uso de R$13 milhões do orçamento da Secretaria de Educação para 2013, o que representa cerca de 27% do montante. O modelo amplia para o Ensino Fundamental o repasse de recursos da Educação para instituições, entidades e grupos comunitários. A lei já existente, estabelece a utilização desses recursos somente para as áreas de Educação Infantil e de pessoas com deficiência. Com isso, 8,5 mil alunos passariam a ter atividades fora do período escolar.
A intenção do projeto, segundo o secretário de Educação de Campinas, Carlos Roberto Cecílio, é o reforço educacional através do ensino sócio-educativo. A ideia é permitir que atividades culturais e complementares sirvam de apoio no desenvolvimento cognitivo das crianças, já que muitas vezes os problemas familiares e externos ao ambiente escolar afetam o aprendizado dos alunos.
De acordo com o secretário de Cidadania, Assistência e Inclusão Social, Dimas Gonçalves, o projeto de lei, feito em parceria com a pasta de Educação, levou em conta a proximidade entre as escolas e as entidades sociais. Indagado sobre o anúncio do projeto de lei durante o período eleitoral, o secretário de Educação, Carlos Roberto Cecílio, afirmou que o trabalho do secretariado deve ser impessoal.
Se o projeto for aprovado na Câmara dos Vereadores, segue então para a sanção do atual prefeito. Com isso, 8,5 mil alunos entre 6 e 14 anos estudariam em regime integral. Atualmente, há cerca de 25 mil estudantes nessa faixa etária na rede municipal.