Visitar os entes queridos no cemitério no dia de Finados. Uma tradição que vem desde os primeiros séculos, quando os cristãos já visitavam os túmulos para reverenciar e rezar por seus mártires. Mesmo diante da dificuldade para encontrar um vaga, com enormes filas para estacionar, no Cemitério da Saudade, o mais movimentado de Campinas, os visitantes fizeram questão de comparecer nesse dia.
Por causa do clima ameno, com pouco sol e sem chuva, na manhã do Dia de Finados, o movimento foi maior que o esperado no horário de pico entre 9 e 11 da manhã. Até esse horário, cerca de 60 mil pessoas já haviam passado pelo Cemitério da Saudade. O que causou problemas no abastecimento de água em algumas das 250 torneiras disponíveis.
O engenheiro responsável pelos cemitérios municipais de Campinas, José Carlos Ranieri, explicou que foi um problema de vazão por causa do horário de pico e solicitou caminhões pipa para solucionar o problema. Enquanto para a administração dos cemitérios o dia é de maior preocupação, para os vendedores de flores, o dia é de certeza de lucro. Ricardo Alves Teixeira, da banca 1, contabiliza um aumento de 60% na compra de flores, sendo as mais procuradas, os crisântemos e as rosas. Para atender a grande demanda, o horário de visitação foi ampliado nessa sexta-feira. Das 6h às 19h.
O Cemitério da Saudade é onde grandes personalidades de Campinas foram sepultados. Entre eles, os historiadores Jose Roberto do Amaral e Benedito Barbosa Pupo, o engenheiro Lix da Cunha, a Irmã Serafina, Bento Quirino dos Santos, Mario Gatti, o líder republicano Francisco Glicério e os ex-prefeitos Perseu Leite Barros e Antônio da Costa Santos, o Toninho.