Amostras tiradas do aterro sanitário de Campinas, o Delta, comprovam a presença de chumbo, cromo, níquel, zinco e cobre. Em alguns casos em quantidade 100 vezes maior do que estabelecido pelas normas da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conama). O Delta recebe quase 30 mil toneladas de lixo todos os dias. O estudo constatou ainda que até mesmo nos aterros desativados de Campinas há mais de 10 anos como é o caso do Parque Santa Bárbara ou do lixão da Pirelli foram detectadas altas concentrações das substâncias.
O trabalho é uma tese de doutorado feita pela engenheira ambiental Bruna Fernanda Faria, pela Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp. Com coordenação da professora Silvana Moreira. Os metais tem alto nível de toxicidade e potencial cancerígeno. O contato com o lençol freático em algumas destas regiões pode segundo o estudo, contaminar o abastecimento de água. Um problema quase irreparável comentou a pesquisadora. As amostras foram analisadas no Laboratório de Luz Síncontron e coletadas durante o período de atrássto de 2009 e janeiro de 2011 em pontos antes e depois dos aterros.