Os trabalhadores responsáveis pelo engarrafamento e distribuição de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) de Paulínia, entraram em greve nesta segunda-feira (05/11). Durante a manhã, faixas foram colocadas em frente às empresas sediadas às margens da Rodovia Professor Zeferino Vaz e os manifestantes se reuniram no local. Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo de Paulínia, Fernando Martins, a paralisação acontece devido ao fim das negociações por parte do sindicato patronal. Segundo ele, além de outros benefícios, os trabalhadores pedem até 8,5% de reajuste salarial, mas a proposta das empresas é de 6%.
Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) afirmou que “fechou negociação com a Federação Nacional dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo em reunião no Ministério do Trabalho e Emprego e oferece a mesma condição para os colaboradores de São Paulo”.
Com essa proposta, ainda de acordo com o comunicado, “o sindicato esperava chegar a um acordo com o grupo, mas os trabalhadores paulistas recusaram as condições aprovadas pela Federação Nacional, que contempla aumentos salariais acima da inflação apurada no período, reajuste ainda maior para os pisos de diversas categorias e Participação nos Lucros e Resultados de 160%”. A entidade ainda esclareceu que lamenta “que a Federação Paulista não esteja garantindo o número mínimo de funcionários em serviço, o que pode comprometer o abastecimento de Gás LP na região”.
Mas, segundo o diretor do sindicato dos trabalhadores da região, a greve, que não tem previsão de término, não deve atrapalhar o fornecimento de gás de cozinha para os consumidores em primeiro momento, já que as revendedoras possuem estoques próprios. O Sindigás, por sua vez, alegou que “em caso de necessidade, recorrerá à Justiça para que as medidas cabíveis sejam tomadas”.