Será decidido no próximo dia 11 se os aeroviários do terminal de cargas do Aeroporto de Viracopos entrarão em greve. A assembleia vai ser convocada após o fim do prazo para o pagamento das verbas rescisórias dos 516 trabalhadores demitidos de uma prestadora de serviços da Infraero no terminal de cargas.
A decisão foi anunciada pelo vice-presidente do Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo, José Gilmar Bortoletto, que esteve presente na audiência entre o sindicato, a Infraero e a empresa RCM Serviços de Transporte Aéreo. Na reunião, convocada pelo Ministério Público do Trabalho, a Empresa Brasileira de Infra-estrutura aeroportuária não aceitou o pagamento das verbas rescisórias proposto pelo MPT.
Desta forma, segundo o vice-presidente José Gilmar Bortoletto, além de convocar uma assembleia, o sindicato dos Aeroviários deve ingressar com ação coletiva na Justiça.
As demissões aconteceram após o rompimento unilateral do contrato com a prestadora pela Infraero. Com isso, após a transmissão do comando de Viracopos para a concessionária Aeroportos Brasil, parte dos trabalhadores foi realocada para a nova servidora contratada. Mas outra parcela segue sem emprego. A Infraero aceitou arcar com a remuneração relativa a novembro e também com o décimo terceiro salário dos trabalhadores. Porém, não entrou em acordo sobre o pagamento das verbas rescisórias.
Segundo o promotor do Ministério Público do Trabalho, Ronaldo Lira, a questão deve seguir atrásra para a Justiça do Trabalho. Para ele, a Infraero é a responsável pelo pagamento dos direitos dos trabalhadores.
Os representantes da Infraero não quiseram gravar entrevista, mas disseram durante a audiência que negam a responsabilidade pelo pagamento “por entenderem que a empresa RCM já recebeu os devidos valores através dos pagamentos mensais”. Os emissários da empresa, porém, também não concederam entrevista.