Um grupo de pelo menos 50 integrantes do assentamento Milton Santos, de Americana, ocupou nesta quarta-feira a sede do Instituto Lula, na Zona Sul da capital paulista. Além do Instituto Lula, uma outra parte do grupo continua ocupando a sede do Incra, desde o último dia 15. De acordo com Paulo Albuquerque , integrante da coordenação do assentamento, a proposta da ocupação do prédio é sensibilizar o ex-presidente para que ele possa interceder e pedir à Presidente Dilma Rousseff para que ela assine o decreto de desapropriação por interesse social da terra. A ação é reforçada por integrantes do MST de outros assentamentos espalhados pelo interior de São Paulo. Entre os que ocupam o Instituto Lula, três entraram em greve de fome.
Em nota, atendendo a reportagem CBN ,o Incra explicou que mantém-se ao lado das famílias assentadas e a convicção de que a terra em questão é pública e deve permanecer como área destinada à Reforma Agrária. A autarquia esclarece ainda que a terra pertence ao Instituto Nacional de Seguridade Social, o INSS, que , posteriormente , repassou o imóvel em função de dívidas dos proprietários junto a previdência social para o INCRA . A nota esclarece também que o INCRA respeita a decisão da Justiça, mas reitera que está tomando todas as medidas judiciais e administrativas possíveis para solucionar o caso e assegurar que as famílias assentadas permaneçam morando e produzindo no local.
Também em nota , o INSS informa que tem a propriedade do terreno em Americana, mas transferiu a posse ao INCRA para o projeto de assentamento. No entanto, a titularidade desse imóvel está sendo analisada pela justiça, uma vez que o antigo dono moveu ação judicial nesse sentido. O INSS estuda as medidas para contestar a decisão favorável. Com relação ao processo de reintegração de posse, a nota esclarece que o INSS não faz parte dessa ação uma vez que cedeu a posse ao INCRA.