As famílias que foram retiradas da ocupação do Jardim Novo Aliança fizeram um protesto em frente à prefeitura de Campinas na tarde desta quinta-feira (17/01), pedindo um lugar para ficarem após a reintegração de posse. A Secretaria de Habitação já havia oferecido às 42 famílias que estavam ocupando a área próxima ao Anel Viário Magalhães Teixeira, abrigos temporários e o cadastro em programas de moradia do governo.
Sandra Regina de Sousa é mãe de dois filhos e estava no local desde abril. Ela fala da dificuldade de pagar aluguel e não concorda com a opção dada pela prefeitura de ficarem em albergues, já que segundo Sandra, nestes locais há pessoas em recuperação, o que não seria um bom ambiente para as crianças.
Uma reunião estava marcada para esta sexta-feira com a prefeitura, mas as famílias pediram a antecipação. O Secretário de Relações Institucionais, Wanderley Almeida, explica que o pedido foi aceito, mas a reunião não aconteceu porque as famílias queriam a presença de órgãos como o Conselho Tutelar. O secretário não aceitou a exigência porque segundo ele, o assunto diz respeito à habitação e fala até de questões de cunho político.
Sobre a reinvindicação de outras alternativas que não os albergues, Wanderley Almeida ressalta que o abrigo temporário era a única opção.
A prefeitura de Campinas havia cogitado conseguir um prazo maior antes da reintegração de posse para que o local fosse legalizado ou as famílias tivessem mais tempo para arrumar outro espaço. Segundo a assessoria de imprensa do Executivo, o pedido não foi aceito pela Justiça. A prefeitura reforça que ofereceu às famílias além do abrigo temporário, auxílio mudança, cestas básicas, roupas e cadastramento na Cohab.