A Secretaria de Saúde de Campinas não descartou implantar a internação compulsória da forma como iniciou em São Paulo, uma vez que Campinas já possui um mecanismo que permite este tipo de ação. Esta medida permite as famílias solicitarem a internação imediata de usuários de entorpecentes, mesmo contra a vontade do próprio viciado.
Qualquer pessoa que veja um dependente de drogas ou álcool ameaçar a própria vida ou a vida de alguém pode solicitar que agentes de saúde sejam deslocados para conter e recolher o dependente. Ocorre que em Campinas não existe uma formalização desta atividade como um ‘serviço’ oficial, mas pode ocorrer em último caso.
De acordo com a Diretora de Saúde de Campinas, a porta de entrada dos dependentes químicos ou alcoólicos continua sendo os Centros de Saúde, que a partir deste primeiro contato, apontam as alternativas ideais para cada tipo de caso.
Já para quem vive nas ruas, a alternativa continua sendo os Consultórios de Rua, implantado em outubro do ano passado, onde já foram atendidas cerca de 250 pessoas, entre pessoas internadas e atendimentos simples. Campinas tem a capacidade para atender até 40 internações por mês nos casos de desintoxicação por drogas e álcool.