O anúncio de novos leitos foi feito pelo próprio secretário de saúde de Campinas, Cármino de Souza. A cidade enfrenta déficit de 115 vagas e tem duas reformas em andamento: a do Hospital Municipal Mário Gatti e do Celso Pierro da PUC Campinas. O secretário não nega que a situação é complexa e que tem encontrado dificuldades até para manter os leitos que existem. Disse apostar em três frentes, duas dependem da prefeitura e uma do governo estadual que é o caso da Unicamp. Apesar disso, deu prazo para os próximos dois ou três meses para abertura de novos leitos. O Hospital Mário Gatti está descartado. A reforma pode durar até um ano e meio.
Em entrevista ao CBN Total desta quarta-feira para comentar o crescimento de 40% nos acidentes de trânsito em Campinas, o diretor do setor de Traumatologia do Hospital Ouro Verde, falou do tempo e custo exigidos das unidades e aproveitou para fazer um apelo. José Luiz Zabeu revelou que as urgências e emergências que deveriam cancelar de forma ocasional as cirurgias eletivas se tornaram frequência na cidade e hoje a situação crônica. Garantiu ter pelo menos 500 pessoas na lista de espera por próteses de joelho e quadril. O secretário de saúde concordou com o médico.
Somente os hospitais Ouro Verde e o da PUC Campinas fazem 300 cirurgias por mês, 70% delas no Ouro Verde são de acidentados em trânsito ou arma de fogo e por último quedas de idosos. Um paciente de trauma pode custar até quinze mil reais para o sistema de saúde. A própria prefeitura prepara um documento para especificar somente os atendimentos envolvendo acidentes de trânsito. Para a secretaria o tema merece um hospital de ortopedia e traumatologia específico e regional. O déficit dos municípios da região é de 700 leitos.