A Coordenadora do Ambulatório de Substâncias Psicoativas da Unicamp, Renata Cruz Soares Azevedo aposta na implantação de consultórios de rua em que os profissionais vão até os pacientes e uma força-tarefa para reduzir o número de moradores de rua usuários de drogas e álcool na cidade de Campinas. Levantamento da própria prefeitura de 2012 aponta para 609 deles. Atual governo fala em números desatualizados e concorda com necessidade de reestruturar serviços. Para a médica da Unicamp, o momento é ideal para a administração promover uma ação conjunta. A psiquiatra Renata Cruz Soares Azevedo critica a falta de estrutura, de leitos, mas concorda com a complexidade do tema. Diz que não se trata somente de convencer o usuário a sair da rua ou de dar tratamento, mas persistir com a oferta por causa da natureza do problema.
Para comerciantes e trabalhadores do centro de Campinas a presença dos moradores de rua traz riscos a saúde pública e a segurança. A psiquiatra da Universidade de Campinas confirma que na fissura pela droga os usuários praticam crimes.
A secretária de assistência social, Kellye Ribas Machado, confirma que prepara uma reestruturação até para atender leis já existentes. É o caso do Samim, o alberque municipal. Hoje com 100 usuários. A Guarda Municipal e a Secretaria de Segurança informaram que há patrulhamento diário na região central e que de fato, os guardas fazem a abordagem, mas a responsabilidade é da Secretaria de Assistência Social.