O Secretário de Saúde de Campinas, Cármino de Souza, afirmou que vai encerrar o convênio com o Serviço de Saúde Cândido Ferreira, no dia 13 de março, fim do prazo dado pelo Ministério Público ao contrato considerado irregular. Dos 1,3 mil funcionários, 550 já foram demitidos somente neste ano. A tentativa de regularizar a situação com concursos públicos não teve sucesso com o fim do período estabelecido pelo Termo de Ajustamento de Conduta. Pra reverter e não deixar a rede sem assistência, o Executivo enviou para o Legislativo que vota nesta quarta-feira em sessão extraordinária um projeto para autorizar 210 contratações temporárias.
Dos concursos feitos estão sendo convocados 450 funcionários e 122 médicos. Por causa das exigências em lei para as contratações, os médicos devem começar a trabalhar em dois ou três meses. O restante em até nove meses. O presidente do conselho municipal de saúde, José Paulo Porsani, acredita que o problema é resultado do processo equivocado das administrações passadas depois que houve conhecimento sobre a irregularidade do convênio Cândido Ferreira.
A Prefeitura acrescentou que como estratégia para evitar futuros casos irá fazer concursos repetidos e não esperar a demanda para realizar o processo, em uma espécie de “estoque” de concursados. O Convênio Cândido Ferreira foi assinado em 2008 durante o governo de Hélio de Oliveira Santos que foi cassado após escândalo político envolvendo desvio de dinheiro e fraudes em contratos públicos. O contrato repassava mais de 4 milhões de reais por mês a entidade contratar médicos e enfermeiros e especialistas para o atendimento psicossocial e assistencial, mas acabou usando os profissionais para outras funções dentro da rede municipal de saúde.