O Ministério Público do Trabalho de Campinas investiga as mortes de quatro operários da construção civil que se acidentaram enquanto trabalhavam. Os casos foram registrados entre os dias 5 e 14 de março. O Ministério do Trabalho e Emprego também analisou a questão e os auditores já apontaram que nos quatro casos houve falha no fornecimento das condições de segurança nas obras. A afirmação foi feita durante uma reunião entre representantes do Ministério Público e do Ministério do Trabalho e Emprego. O encontro aconteceu para a discussão de estratégias de atuação contra as irregularidades trabalhistas no setor da construção civil de Campinas e região. De acordo com a procuradora chefe do ministério público do trabalho de Campinas, Catarina Von Zuben, os casos estão sendo analisados separadamente. Ela afirma que o objetivo é apurar se houve negligência por parte das construtoras, principalmente nas questões relacionadas à segurança do trabalho.
O diretor do sindicato dos trabalhadores da construção civil de Campinas e região, Francisco Aparecido Silva, afirma que as empresas disponibilizam e obrigam o uso dos equipamentos de segurança individual, mas elas exercem uma pressão muito grande em cima do trabalhador, principalmente em relação ao cumprimento de prazos.
Um operário de 49 anos morreu após ser atingido por uma viga de madeira na cabeça em um canteiro de obras, no bairro Ponte Preta, em Campinas, na manhã do último dia 14. No dia 08, um homem de 60 anos morreu após ser soterrado em uma obra em Americana. Ele trabalhava na construção de um prédio comercial da empresa Sudeste Engenharia no centro da cidade. Um marceneiro de 25 anos foi vítima no último dia seis de março em um prédio em construção no bairro Cambuí, em Campinas, depois de cair do nono andar. No dia 5 de março, um operário da construção civil morreu após cair do 9º andar de um prédio no bairro São Luiz, em Hortolândia.