O Complexo Hospitalar Ouro Verde em Campinas vai ganhar 20 leitos de UTI para pacientes com AVC. A cidade ainda não tem alas específicas para estes casos. Os trabalhos para acomodação do espaço já começaram e a previsão de entrega dos leitos é o mês junho deste ano. O custo está orçado em R$ 2 milhões, disponíveis pela própria Secretaria de Saúde do Município. Para a manutenção da unidade, a prefeitura articulou uma parceria com o governo estadual, que disponibilizaria uma verba mensal de R$ 1,5 milhão.
Embora o acordo ainda não tenha sido formalizado, o Secretário de Saúde de Campinas, Cármino de Souza, reforça que já houve uma primeira aceitação e esta verba será necessária daqui um tempo, prevendo as questões burocráticas. Ele reforça o interesse do governo do estado, por se tratar de uma parceria de caráter metropolitano.
Neste ano a prefeitura entregou 15 leitos de retaguarda no Ouro Verde para desafogar os casos de urgência e emergência. No Celso Pierro da Puc-Campinas, outros 48 devem ser entregues até o mês de junho. Apesar disso, o déficit de vagas em hospitais públicos de Campinas é de cerca de 100 leitos.
A aposta minimizar isto é firmar convênios com hospitais como a Santa Casa e com governo do Estado, para disponibilizar, por exemplo, mais leitos da Unicamp. Cármino de Souza, se estas parceiras derem certo, há possibilidade de zerar o déficit de leitos de urgência e emergência ainda neste ano. O problema continuaria no aspecto regional.
Ainda em relação ao Complexo Ouro Verde, o secretário comenta as possibilidades de gestão, na municipalização do hospital. Para ele, aparentemente, a ideia de uma Fundação Pública parece mais adequada, porém a criação de uma autarquia não é excluída.
A Secretaria Estadual de Saúde informou através de nota que o pedido de custeio na manutenção dos leitos para AVC no Hospital Ouro Verde está em análise. Sobre a criação de novos leitos, a disse que está sendo feito um Mapa da Saúde na região de Campinas, que vai auxiliará na decisão da implantação e ampliação dos serviços de saúde, o que inclui a rede de urgência e emergência.
A Secretaria destaca ainda que 2012, o Estado investiu na região mais de R$ 70 milhões na área da saúde.