Desde 1988, Campinas não registra um volume tão baixo de água entre os meses de dezembro do ano passado e fevereiro deste ano, segundo o Cepagri, da Unicamp. A falta de chuva neste período é responsável pela elevação das temperaturas e da sensação de calor. O volume de chuva está em torno de 500 milímetros, sendo que a média dessa época é de pelo menos 710 milímetros. Isso significa uma redução de aproximadamente 30%. Além disso, o mês de dezembro foi o mais quente desde 1988.
De acordo com o diretor do Cepagri da Unicamp, Hilton Silveira Pinto, as justificativas para a queda do volume de chuva neste ano podem estar relacionadas com o aquecimento global. De qualquer forma, ele afirma que os registros estão dentro de um parâmetro normal, já que é comum grandes variações entre um ano e outro.
Nas ruas de Campinas, a população sente a falta de chuva e reclama do calor. O comerciante Jorge Lopes afirma que o período seco atrapalha muito e acaba prejudicando a saúde. O taxista Celso Silva disse que espera que a chuva chegue logo, porque o calor está muito forte. O funcionário público Éder José demonstra preocupação com setor agrícola. O diretor do Cepagri, Hilton Silveira Pinto, afirma que a diminuição no volume de chuva não deve prejudicar a agricultura da região. O problema maior para o setor está relacionado com a temperatura alta, que pode prejudicar o florescimento das plantas. A previsão do tempo aponta que nos próximos dias, sol predomina, com aumento de nuvens e pancadas de chuva à tarde que podem ser fortes e virem acompanhadas de temporais.