O novo comandante da Polícia Militar da região do CPI 2, em Campinas, Carlos de Carvalho Junior, assumiu o cargo em uma solenidade na tarde desta quinta-feira e descartou a implantação de uma unidade do GATE no município. O Grupo de Ações Táticas Especiais atua em situações de alto risco, como resgate de reféns, incursões em locais de alto risco e desarmamento de bombas.
O aumento de ataque aos caixas eletrônicos em Campinas e região é preocupante, já que na maioria dos casos registrados, os bandidos deixaram artefatos explosivos dentro das agências e até mesmo em calçadas e ruas próximos aos bancos. Só nos primeiros 45 dias deste ano, os ataques cresceram 25%, segundo dados da secretaria de segurança pública do estado.
O questionamento sobre uma possível instalação de uma unidade do GATE em Campinas surgiu depois de diversos casos registrados em agências bancárias, que tiveram de ficar fechadas e isoladas, aguardando a chegada de uma equipe do grupo, que vem de São Paulo. Geralmente a espera pelos oficiais do grupo supera o período de três horas. De acordo com o Comandante do CPI 2, Carlos de Carvalho Junior, a polícia militar está ampliando sua atuação para coibir as explosões de caixa eletrônico. Segundo ele, não há a necessidade de criação de uma unidade do GATE em Campinas porque as equipes de São Paulo atendem bem as cidades do interior.
O Comandante Carlos de Carvalho Junior reconheceu que os índices de violência na região cresceram em 2013, mas acredita que a situação está dentro da normalidade. Segundo ele, os números não assustam, já que o aumento não foi expressivo e existe uma confiança muito grande no trabalho que será desenvolvido pela polícia.
O coronel Carlos de Carvalho Junior substituiu José Roberto Malaspina no Comando de Policiamento do Interior 2. Ele informou que pretende ficar no cargo até o final do ano que vem, quando deve se aposentar.