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Asfalto armazena calor e mantém temperatura elevada a noite

A diferença de temperatura de uma área urbana arborizada para uma totalmente sem árvores pode chegar a até 4° C. É o que aponta uma pesquisa desenvolvida na Esalq, em

Asfalto armazena calor e mantém temperatura elevada a noite
A diferença de temperatura de uma área urbana arborizada para uma totalmente sem árvores pode chegar a até 4° C. É o que aponta uma pesquisa desenvolvida na Esalq, em Piracicaba. Segundo o estudo, o calor armazenado no asfalto é o principal fator responsável por manter a sensação de temperatura alta até à noite. A […]

A diferença de temperatura de uma área urbana arborizada para uma totalmente sem árvores pode chegar a até 4° C. É o que aponta uma pesquisa desenvolvida na Esalq, em Piracicaba. Segundo o estudo, o calor armazenado no asfalto é o principal fator responsável por manter a sensação de temperatura alta até à noite. A solução para evitar esse problema é a ampliação da arborização das cidades, aumentando a área de sombra. Com isso, as ruas pavimentadas teriam menos capacidade de reter calor ao longo do dia e durante a noite, a temperatura seria mais amena. Segundo o professor que coordenou o estudo, Demóstenes Silva Filho, se o trabalho de arborização nas cidades for bem feito, a queda de temperatura à noite pode até ser maior.

Em Campinas, uma pesquisa desenvolvida pela Embrapa Monitoramento por Satélite, apontou um déficit de 365 mil árvores. De acordo com o secretário de serviços públicos de Campinas, Ernesto Paulela, o processo de plantio de mudas na cidade ficou abandonado nas últimas quatro gestões do município. Segundo ele, desde a época da monarquia no Brasil, Campinas era um exemplo de área urbana arborizada. Ernesto Paulela acredita que é preciso recuperar a tradição da cidade em valorizar o plantio de árvores.

A falta de árvores no perímetro urbano reflete na qualidade de vida da população, que reclama da falta de cuidado do poder público. O autônomo Carlos Gomes afirma que não adianta plantar novas mudas se não preservar as áreas verdes que existem hoje no município. O economista Matheus Resende afirmou que em todas as praças públicas de Campinas, foi priorizada a pavimentação, deixando a questão ambiental em segundo plano. Os dados da Embrapa apontam ainda que em Campinas existem 120 mil árvores, o que representa uma para cada nove habitantes.

 

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