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Após PM descartar GATE, câmara de Campinas propõe debate

O aumento de ataque aos caixas eletrônicos em Campinas e região é preocupante já que só nos primeiros 45 dias deste ano, os casos cresceram 25%, segundo dados da secretaria

Após PM descartar GATE, câmara de Campinas propõe debate
O aumento de ataque aos caixas eletrônicos em Campinas e região é preocupante já que só nos primeiros 45 dias deste ano, os casos cresceram 25%, segundo dados da secretaria de segurança pública do estado. Por isso, as autoridades têm concentrado esforços e apresentam planos para aumentar a segurança dentro das instituições financeiras. Um ponto […]

O aumento de ataque aos caixas eletrônicos em Campinas e região é preocupante já que só nos primeiros 45 dias deste ano, os casos cresceram 25%, segundo dados da secretaria de segurança pública do estado. Por isso, as autoridades têm concentrado esforços e apresentam planos para aumentar a segurança dentro das instituições financeiras. Um ponto que vem gerando discussões diz respeito à implantação de uma unidade do GATE em Campinas.

O Grupo de Ações Táticas Especiais atua em situações de alto risco, como resgate de reféns, incursões em locais de alto risco e desarmamento de bombas. Em alguns casos, durante a fuga, os bandidos deixaram para trás artefatos explosivos dentro das agências ou mesmo na calçada. Nessa situação, a polícia é obrigada a isolar a área e solicitar o apoio do GATE, que desloca uma unidade de São Paulo, que em geral, demora mais de três horas para chegar à Campinas.

O Capitão do Comando de Policiamento do Interior 2, André Luís Pacheco Pereira, afirma que o investimento para a criação de uma unidade do GATE em Campinas seria alto. Ele reconhece a demora da chegada da equipe a Campinas, mas garante que o serviço é bem executado. Quando assumiu o comando do CPI 2 no início de março, o coronel Carlos de Carvalho Junior, disse que não há a necessidade de criação de uma unidade do GATE em Campinas, já que a polícia militar está ampliando sua atuação para coibir as explosões de caixas eletrônicos.

As discussões sobre a necessidade de uma equipe do Grupo em Campinas também acontecerão na câmara municipal. Recentemente foi criada uma subcomissão sobre segurança bancária, para a criação de mecanismos legais que permitam coibir a prática de crimes dentro das instituições financeiras. O presidente da subcomissão, o vereador André Von Zuben, defende a instalação do GATE e afirma que a ausência da equipe na cidade causa outros transtornos que não estão relacionados com a segurança.

A Polícia Militar desenvolve em Campinas a Operação Coruja, para prevenção e repressão de crimes durante a noite, principalmente os ataques aos caixas eletrônicos. Até o final da primeira quinzena de fevereiro, 17 ocorrências foram registradas na região. Em 2012, foram 60 ataques. Isso significa que o número de casos registrados em 2013 já representa 28% do total do ano passado.

 

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