Uma pesquisa feita por um economista de Campinas, mapeia os “custos improdutivos regionais”, calculando o impacto financeiro no bolso das pessoas, por causa da falta da infra-estrutura em dois setores: trânsito e telecomunicações. A telefonia, inclusive, lidera rankings de reclamações nos Procons de todo o país. Em 2012, ela correspondeu a 9,1% dos registros, segundo o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor.
No estudo do professor e economista Fabiano Belatti, são mapeados os casos de quedas de ligações em celulares. Em um cálculo, 15 ligações extras por dia ocasionadas por queda de sinal, custa no final do mês cerca de R$ 135. Belatti, comenta que estes custos são reflexos de problemas de falta de concorrência no setor de telefonia móvel, além do jogo de empurra-empurra entre empresariado e governo.
No caso dos transportes, problemas de infra-estrutura nas vias de circulação e falta de alternativas no transporte público geram um custo de R$ 251 reais no final do mês, para quem usa carros. Isso, dado o tempo médio de 30 minutos que os motoristas ficam parados no trânsito na região segundo a pesquisa. Este valor só calcula o gasto com o combustível.
O segurança Manuel Ferreira dos Santos fala dos problemas no trânsito em Campinas. Ele cita como exemplo um percurso feito na cidade e que superou a média de 30 minutos . Manuel é de São Paulo e já vê semelhanças do trânsito em Campinas com os congestionamentos da capital.
Fabiano Balatti, reforça que os 30 minutos são apenas uma média, já que em pontos como trevo da Bosch, saída de Hortolândia e Paulínia à Campinas têm ainda mais problemas de tráfego, o que aumenta o tempo parado dos motoristas.
O economista destaca o potencial que é barrado pela falta de investimentos do governo, inclusive, nas rodovias. Considerando estes problemas no transporte e na telefonia, o prejuízo anual é superior a R$ 7.300.