Pelo menos cinquenta vigilantes que trabalham na segurança das agências da Caixa Econômica Federal em Campinas entraram em greve pela falta de pagamento de benefícios. Com isso, três das principais agências da região central, que ficam na Avenida Francisco Glicério, Largo do Rosário e Rua Conceição, ficaram fechadas nesta sexta-feira.
A tendência é de que o movimento continue e a adesão seja maior a partir desta segunda-feira. Segundo o sindicato que representa a categoria, o serviço de vigilância feito nas agências bancárias é de uma empresa terceirizada, contratada pela Caixa.
Os trabalhadores estavam insatisfeitos com o convênio médico oferecido pela empresa e decidiram em assembleia, trocar o benefício por uma cesta básica. Porém a empresa não disponibilizou o benefício e ainda continuou descontando, desde atrássto do ano passado, os valores referentes ao convênio médico. Além disso, a empresa não teria repassado o reajuste de 10% do transporte público para os funcionários.
A empresa CJF conta com cerca de 500 trabalhadores e é responsável pelo serviço de vigilância das agências da Caixa Econômica Federal na Região Metropolitana de Campinas. De acordo com o diretor do sindicato dos vigilantes de Campinas e região, Pedro João Barbosa, o acordo que a empresa deixou de cumprir foi firmado na justiça do trabalho. Segundo ele, o movimento de paralisação é necessário porque o trabalhador está sendo lesado.
A assessoria de impressa da Caixa Econômica Federal em Campinas foi procurada para comentar a greve dos vigilantes, mas não emitiu nenhum comunicado.