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Autoridades discutem planos de combate à violência sexual contra crianças

Em 2013, o disque denúncia registrou em Campinas 26 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Deste total, 21 ocorrências se referiam a exploração, duas a estupro e outras

Autoridades discutem planos de combate à violência sexual contra crianças
Em 2013, o disque denúncia registrou em Campinas 26 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Deste total, 21 ocorrências se referiam a exploração, duas a estupro e outras três a pedofilia. Os números são semelhantes aos registrados no mesmo período do ano passado, quando foram feitos 25 registros, sendo nove denúncias de exploração, […]

Em 2013, o disque denúncia registrou em Campinas 26 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Deste total, 21 ocorrências se referiam a exploração, duas a estupro e outras três a pedofilia. Os números são semelhantes aos registrados no mesmo período do ano passado, quando foram feitos 25 registros, sendo nove denúncias de exploração, nove de estupro e sete de pedofilia. O problema é que o número de denúncias não corresponde à realidade, já que a maior parte das agressões acontece dentro do convívio familiar.

Para se ter uma ideia, desde que o serviço foi criado em 2002, foram registradas 190 ocorrências relacionadas à violência sexual contra crianças e adolescentes. Esse número é considerado muito pequeno pelas autoridades responsáveis, que iniciaram uma campanha para combater o crime em Campinas. A Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente da Câmara realizou uma reunião com os grupos que atuam no enfrentamento do problema para discutir algumas ações. De acordo com o juiz da vara da infância e da juventude, Richard Pae Kim, o número de denúncias tem aumentado nos últimos anos, mas o atendimento prestado às vítimas é insuficiente.

O general Mário de Oliveira Seixas, responsável pelo disque denúncia de Campinas, afirma que a criação de uma linha específica para receber denúncias das vítimas de agressão sexual poderia encorajar as pessoas a enfrentarem o problema. Esse serviço funcionaria através de uma rede de profissionais, composta por assistentes sociais, técnicos de informática e psicólogos, que atenderiam exclusivamente crianças e adolescentes que sofreram algum tipo de agressão. Para a proposta sair do papel, seria necessário o apoio financeiro de uma empresa privada, já que o custo para a manutenção do serviço deverá ser de aproximadamente R$ 200 mil por ano. Segundo o general Mário de Oliveira Seixas, a ideia é criar um canal de comunicação com a vítima.

O apoio psicológico dado às crianças vítimas de agressão sexual é apontado por especialistas como fundamental para o processo de recuperação. A coordenadora da saúde da criança e do adolescente, Tânia Marcucci, explica que a reação das vítimas nessa fase da vida é muito complicada. Na câmara de Campinas foi aprovado em primeira discussão um projeto de lei que obriga locais públicos a exibirem, em local visível, um cartaz com informações sobre o crime. Quem tiver qualquer informação sobre violência sexual contra crianças e adolescentes, deve entrar em contato com o disque denúncia, através do telefone 3236 3040.

 

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