O ex-jogador Walter Casagrande lançou na noite desta terça-feira (14) a sua biografia “Casagrande e seus demônios” que conta suas histórias dentro e fora dos gramados. Casagrande teve glórias no futebol, mas momentos difíceis fora dele. Viciado em drogas desde o começo da sua carreira, Casão disse que não se lembra de como é a vida antes da dependência química e que não sabe o que aconteceria com ele sem a droga. Em 2008, Casagrande foi internado e ficou meses em recuperação.
O ex-jogador acredita que o livro serve para quebrar um tabu. Segundo ele, a droga não está ligada com a marginalidade.
Casos como o de Casagrande são comuns até hoje no futebol.
Um dos mais famosos da atualidade é o do atacante Jobson que foi pego no doping pelo uso de crack. O caso mais recente é de Michel, do Fluminense. No seu exame foi encontrado cocaína. Esses casos dentro do futebol não deveriam ser tratados como doping e sim como questão social.
Na década de 80, Casagrande aliou futebol e política. Ele, ao lado de Sócrates, liderou a Democracia Corintiana e participou da campanha pelas eleições diretas após a ditadura militar. Casagrande concorda que hoje os jogadores estão mais acomodados e que não se interessam por assuntos de interesse público.
A história do jogador mais rock ‘n’ roll do futebol brasileiro é contada no livro “Casagrande e seus demônios” que ele escreveu ao lado do jornalista Gilvan Ribeiro.