Após encontrar o bebê Gabriel, raptado em um shopping center de Santa Bárbara d’Oeste na última terça-feira, e prender três mulheres, incluindo a acusada de ser a sequestradora, a Polícia Civil descarta a hipótese da mãe ter entregue o garoto de forma voluntária. A tese foi levantada pelo advogado de defesa de Angela Nicoliche, mulher flagrada com o recém-nascido em uma casa no bairro Vila Maria e apontada como a principal autora do crime. Ao lado de outra suspeita, ela também é investigada por envolvimento em um caso semelhante no estado do Paraná. Segundo o delegado seccional de Americana, José Henrique Ventura, se a mãe do bebê estivesse de acordo, não teria sido dopada assim como os exames apontam. Para Ventura, a suspeita não precisaria usar disfarces, já que a peruca usada por ela no dia do sequestro também foi localizada pela polícia.
Outros fatores destacados por Ventura que comprovariam que o crime foi premeditado foi a reação da família após o sumiço da criança e os relatos de que a suspeita nunca informou o endereço, apesar de ter se aproximado da adolescente mãe de Gabriel durante a gestação. O bebê foi encontrado depois de dois dias do desaparecimento em uma casa na região central de Santa Bárbara. Ele estava com uma família de ciganos, que não tinham nenhum documento da criança. Em depoimento, uma das três mulheres presas, apontada como a principal suspeita, não informou o motivo de ter raptado o recém-nascido.