O próprio prefeito de Campinas, Jonas Donizetti, confirmou a visita da presidente Dilma Rouseff, para o dia 29 de atrássto. Será a primeira agenda administrativa na cidade. A princípio a presidente viria para entregar moradias no Campo Grande do programa do governo federal, minha casa, minha vida. E para uma formatura de mil alunos do Pronatec, programa de acesso ao ensino técnico e emprego.
Mas, o prefeito se antecipou e esteve em Brasília para tentar viabilizar recursos para o transporte e saneamento. Existe uma expectativa para anúncio de investimento no projeto do BRT, um sistema de ônibus articulados com corredores exclusivos. Seriam R$ 339 milhões de verbas do Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade Urbana (PAC II). A ideia de Jonas Donizete é também tentar apoio para implantar um transporte leve sobre trilhos uma vez que o Trem de Alta Velocidade teve o leilão mais uma vez adiado. O trem seria para ligar bairros afastados do centro de Campinas. O prefeito reclamou que muitos destes projetos estavam sem documentos oficiais solicitando recursos.
O prefeito de Campinas também tenta fechar um convênio com a administradora do Aeroporto do município para usar a água tratada da Estação Capivari para abastecimento de Viracopos. O serviço seria descontado da conta de agua e esgoto da concessionária.
Ao ser questionado sobre a área da saúde, Jonas Donizetti, confirmou uma novidade. A administração tenta reverter dinheiro dos governos para o Ouro Verde e transformar o hospital em Universitário com a residência de estudantes. A prefeitura já assegurou 26 leitos clínicos e 4 de Unidade de Terapia Intensiva na Casa de Saúde de Campinas. Outras duas parcerias para reduzir o déficit de vagas clínicas no SUS é com a Santa Casa Irmandade de Misericórdia para 40 novos lugares, e outros 30 com a Beneficência Portuguesa.
Quanto aos precatórios que para o Supremo Tribunal Federal está com parcelamento inconstitucional, Jonas Donizetti, reforçou o grupo de prefeitos favoráveis a continuidade do pagamento por 15 anos, apesar de achar que em alguns casos há injustiça com pequenos credores.
Entre 2010 e 2012, o acúmulo de precatórios em Campinas cresceu de R$ 300 milhões para R$ 490 milhões. Este ano, a prefeitura terá que pagar mais de R$ 40 milhões de precatórios.