A Polícia Federal fechou dois escritórios de consultoria em Itupeva, no interior paulista, que são acusados de fraudar o INSS. A operação Corredeira, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e encontrou vários documentos que podem comprovar a irregularidade nas operações. O inquérito policial começou em janeiro de 2011, depois que o Ministério da Previdência Social enviou um relatório de informações sobre intermediação fraudulenta de benefícios. Os escritórios falsificavam documentos e informações para facilitar a concessão de benefícios aos segurados. A Polícia Federal acredita que os escritórios agiam desde 2006.
A suspeita é de que apenas a gerência executiva do INSS em Jundiaí tenha sido lesada em cerca de R$ 3,8 milhões. De acordo com a delegada da Polícia Federal em Campinas, Priscila Campelo, os escritórios ficavam com parte do benefício das pessoas que fraudavam o INSS. Segundo ela, a investigação quer descobrir exatamente como as empresas se apropriavam desse dinheiro. A delegada Priscila Campelo afirma que a maioria dos beneficiários são pessoas humildes, que não agiram com má fé. De qualquer modo, ela afirma que todos os benefícios serão revisados e se houver irregularidade, o dinheiro terá de ser devolvido.
Durante a operação Corredeira, ninguém foi preso. A Polícia Federal confirmou que entre os envolvidos está um político de Itupeva, que não teve o nome divulgado. Os investigados serão indiciados pelo crime de estelionato qualificado contra a Previdência Social, com pena prevista de um a cinco anos de prisão.