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Crescimento da região exige planejamento para recursos hídricos

Em meio ao debate das câmaras técnicas do Consórcio PCJ sobre a renovação da outorga e o aumento da vazão junto ao Sistema Cantareira, o crescimento da população abastecida pelas

Em meio ao debate das câmaras técnicas do Consórcio PCJ sobre a renovação da outorga e o aumento da vazão junto ao Sistema Cantareira, o crescimento da população abastecida pelas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí e a expansão econômica prevista para a região de Campinas apontam para a necessidade de outras medidas para o futuro. A intenção do PCJ, além de formalizar a sugestão de um novo período de duração da outorga, também é pedir a liberação de maior vazão para as bacias. Atualmente, o Sistema Cantareira envia 5 metros cúbicos por segundo para a região, volume que chega a 12 metros cúbicos em época de estiagem. A quantidade, porém, tem se mostrado insuficiente.

O problema é que a falta de chuva em Minas Gerais, onde estão as cabeceiras dos rios que formam o Sistema Cantareira contribui para o baixo nível de água dos reservatórios. A situação, então, sinaliza para que apenas os 5 metros cúbicos por segundo a que a região tem direito sejam liberados. Para o professor do Departamento de Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, Antônio Carlos Zuffo, o nível baixo dos reservatórios é consequência não só da estiagem, mas também da falta de investimentos em outros mananciais. Ainda segundo Zuffo, a noção de macrometrópole, conceito que envolve a junção de duas regiões metropolitanas, deve ser levada em conta para o planejamento futuro dos recursos hídricos. Para ele, a expansão do Aeroporto Internacional de Viracopos é um exemplo da necessidade de destinação estratégica da água para as regiões de São Paulo e Campinas.

De acordo com estudos do Plano Diretor de Abastecimento da Macrometrópole, realizados pela Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos e pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo, três reservatórios devem ser construídos nas Bacias PCJ até 2018: o de Pedreira, no Rio Jaguari, o de Amparo, no Rio Camanducaia, e o de Salto, no Rio Piraí.

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