Das 63 farmácias dos centros de saúde de Campinas, 50 funcionam em horário reduzido, seis foram fechadas e apenas sete operam normalmente. O problema, que se arrasta desde o ano passado, tem relação com a falta de profissionais especializados e prejudica a distribuição de medicamentos. A região do Campo Grande foi a mais afetada, já que as unidades dos bairros Campina Grande, Jardim Lisa, Parque Itajaí e Floresta suspenderam as atividades. O Membro do Conselho Municipal de Saúde Gerardo Mello, define a falta de pessoal no atendimento como uma irresponsabilidade da Prefeitura. Para ele, a defasagem de farmacêuticos e auxiliares tem relação com a falta de planejamento do Executivo. Em muitos casos, o mesmo profissional atende em até duas unidades.
Segundo o secretário de Saúde de Campinas, Cármino de Souza, porém, a situação tem relação com o impedimento de profissionais de enfermagem de trabalharem nas farmácias das unidades de saúde. A questão, que também é registrada em outros municípios do País, foi levada inclusive à Justiça. O secretário também explica que um concurso já foi feito para a área de saúde. Com isso, novas contratações no setor de enfermagem e de farmácia deverão ser feitas nos próximos meses para suprir a demanda.
Outro problema apontado pelo Conselho Municipal de Saúde é o fechamento da Farmácia Popular do Centro da cidade a partir de novembro. O aluguel era pago por meio do convênio com o Serviço de Saúde Cândido Ferreira, que foi encerrado após a assinatura do Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público. De acordo com o Conselho, a Prefeitura terá que desocupar o imóvel, mas não alugou outro prédio para o funcionamento, o que foi confirmado pelo secretário Cármino de Souza. Segundo ele, no entanto, a Administração Municipal já procura um novo local e depende de questões documentais. A Farmácia Popular é um programa do governo federal que distribui medicamentos gratuitamente e com subsídios de até 90%. Em setembro, a unidade central entregou 26 mil unidades de remédios.