Campinas terá que enviar para um aterro fora da cidade as suas mil toneladas de lixo coletadas diariamente. Essa exportação dos resíduos sólidos tem previsão de começar em maio do próximo ano e será cobrada uma tarifa por tonelada, cujo valor ainda não foi informado. Entre as possibilidades para receber o lixo da cidade, estão a Estre, que fica em Paulínia, ou o Essences, em Perus, na Grande São Paulo, que são os aterros mais viáveis por serem mais próximos da cidade. Essa medida só não será tomada, caso a Cetesb prorrogue mais uma vez o tempo de validade do Delta A. O que não é impossível, mas improvável, na análise do Secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella. Será ainda publicado pela Prefeitura um edital de licitação para a construção de uma área de transbordo dentro do aterro Delta A, cujo valor ficará entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões. Esse local é exigido por lei, onde caminhões da coleta levam o lixo, que vai ser pesado e transferido para as carretas que farão o transporte até o aterro. Campinas não poderá mais contar com o Delta B, que iria ser construído em uma área há 7 quilômetros do Aeroporto do Amarais. Ernesto Paulella esclareceu que a atual determinação do 4º Comar (Comando Aéreo) proibe aterros nas proximidades de aeroportos, por causa do risco de concentração de pássaros. Dessa forma, a alternativa encontrada pela Prefeitura é montar na área em que estava previsto o Delta B, uma usina de lixo, por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada), cuja autorização já foi solicitada. De acordo com a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, a partir de atrássto de 2014 não será mais autorizada a implantação de aterros sanitários no país.