Com o período de funcionamento ampliado em duas horas pela Setec, os três cemitérios municipais de Campinas receberam cerca de 140 mil pessoas no dia de Finados. Os locais funcionaram das 6 às 19 horas. No maior deles, o Cemitério da Saudade, onde a expectativa de circulação era de 80 mil pessoas, houve espera prolongada para a entrada no estacionamento. Debaixo de sol forte, a Emdec montou um esquema especial para que o trânsito fluísse na avenida da Saudade. Com sinalização de cones e a presença dos agentes de trânsito, os motoristas que quisessem parar o carro no local, eram obrigados a permanecer em fila na faixa da direita da via. Um deles era Larte Finatti, que visita o túmulo dos pais todos os anos. Segundo ele, apesar da espera por uma vaga, o trânsito neste ano foi melhor do que nos anos anteriores.
A aposentada Neide Rodrigues, que aguardava um ônibus para sair do local, conta que o dia de Finados mudou ao longo do tempo. Ainda assim, ela visita todos os anos os túmulos dos familiares. Já Fátima Andrade, explica que mesmo sem ter parentes sepultados no local, a visita ao cemitério é uma tradição. O comércio de flores também funcionou de maneira diferenciada e recordista de vendas foi o crisântemo. De acordo com o florista Jair Nilton, que possui uma banca no local há 15 anos, mais seis atendentes precisaram ser contratados para suprir a demanda. Além das trinta e duas mil sepulturas, grandes personalidades de Campinas foram sepultados no Cemitério da Saudade. Entre eles, Lix da Cunha, Irmã Serafina, Bento Quirino dos Santos, Mario Gatti, o líder republicano Francisco Glicério e os ex-prefeitos Perseu Leite Barros e Antônio da Costa Santos, o Toninho.