A força-tarefa criada pela secretaria de segurança pública de São Paulo para investigar a chacina que deixou 12 pessoas mortas entre os dias 12 e 13 deste mês, segue com o trabalho, mesmo sem definir uma linha de investigação. Nesta quarta-feira, o crime completou dez dias. A Polícia Civil de Campinas não comenta o caso desde o dia 15, quando aconteceu uma entrevista coletiva na Delegacia Seccional. As únicas informações sobre o andamento das investigações são passadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, através de nota.
Nesta quarta-feira, a polícia ouviu quatro pessoas que não tiveram a identidade revelada. Com isso, são 44 depoimentos envolvendo testemunhas, policiais militares, guardas municipais e parentes e amigos das vítimas. Além deles, os 31 policiais do Baep foram ouvidos na corregedoria da Polícia Militar em São Paulo, sendo que um deles foi preso por portar uma mira laser de uso restrito. Ele não teria nenhum envolvimento na chacina.
Uma das suspeitas é de que o crime teria sido cometido por policiais militares, que reagiram após o latrocínio de um colega de corporação hora antes dos assassinatos em série. Outra hipótese que a polícia não descartou seria uma briga entre gangues na região. O Ministério Público designou o promotor Ricardo Silvares para acompanhar as investigações. Ele é a única pessoa com acesso aos trabalhos que tem contato com a imprensa. Durante esta semana, Ricardo Silvares afirmou que a polícia está próxima de definir uma linha de investigação, mas que ainda não é possível definir quem foram as pessoas que cometeram o crime.
Nesta terça-feira, o delegado geral de Polícia de Estado de São Paulo, Luiz Maurício Blazeck, esteve em Campinas. Em rápida entrevista, ele disse considerar avançadas as investigações sobre a chacina.