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Homens só não tiveram maiores salários na construção civil em 2013

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelou que em 2013 o salário médio pago aos homens foi superior que os das

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelou que em 2013 o salário médio pago aos homens foi superior que os das mulheres na Região Metropolitana de Campinas. Porém, uma análise feita pelo Observatório Metropolitano de Indicadores da AGEMCAMP observou que quando se trata da construção civil a remuneração praticada é maior para elas do que para eles. Em Campinas, esta diferenciação na hora de pagar pode ser de até 12%. O Professor de Economia Brasileira na FACAMP e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, Marcelo Prado Ferrari Manzano, acrescenta ao balanço a constatação de que as trabalhadoras também estão em funções com maior formação profissional.

O Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário de Campinas e região há alguns anos tem feito uma campanha com o setor patronal para incentivar a contração de mulheres. Até por que atualmente apesar do estudo salarial os homens são 92% dos trabalhadores na área. O Diretor do sindicato, Francisco Aparecido da Silva, fala do mercado aquecido que tem vagas abertas em todas as funções e credita o salário melhor para elas por conta da formação e do tempo de permanência no local de trabalho. Fora a construção civil, os homens ganham mais e na indústria. O pagamento médio é de R$ 1.393,89 para eles e R$ 1.099,07 para elas. Mas em algumas cidades o valor pode ser maior. É o caso de Hortolândia que pode pagar mais de dois mil reais. Quanto a estabilidade os homens tem tempo médio empregado de nove meses e elas de oito meses . Para o economista Marcelo Manzano, a descriminação por sexo no mercado de trabalho não esta na hora de contratar, mas no que acontece depois dentro da rotina das empresas.

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