Na noite do dia 06 de julho do ano passado, quando começava sua apresentação, o cantor de funk Daniel Pellegrine, o MC Daleste, foi baleado em cima do palco, diante de mais de cinco mil pessoas no bairro San Martin, em Campinas. O jovem, que tinha 20 anos, foi levado para o Hospital Municipal de Paulínia, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada do dia 07. Seis meses depois do crime, a polícia de Campinas segue sem pistas sobre o autor dos disparos.
Nas semanas que sucederam o crime, várias testemunhas, inclusive a equipe do cantor, prestaram depoimentos na polícia. Nem mesmo os diversos vídeos do crime gravados pelo público ajudaram a polícia nas buscas ao assassino. No dia 18 de julho, a polícia realizou a reconstituição do crime, no bairro San Martin, onde definiu a posição do atirador. Os tiros que atingiram o funkeiro MC Daleste durante o show foram feitos de trás de uma construção, a cerca de 40 metros de distância do palco em que o cantor estava. Desde então, a polícia ouviu algumas testemunhas do crime, mas as investigações não progrediram.
O delegado Devanir Dutra, que responde no setor de homicídios nas férias do titular, Rui Pegolo, informou que existe um laudo que a imprensa ainda não teve acesso. Este laudo aponta que o tiro foi dado por alguém de fora do público e por uma arma de alta precisão. Apesar de ouvir dezenas de testemunhas, não foi possível descobrir nem o autor do disparo e nem a motivação. O técnico de som José Francisco de Assis, estava no palco no momento do crime e afirmou que apesar de seu filho ter tirado fotos do funkeiro segundos antes dos disparos, não foi possível identificar o assassino.
Dez dias depois do crime, o IML de Campinas divulgou o laudo dos exames realizados no corpo do cantor. MC Daleste foi atingido por dois tiros, um de raspão próximo a axila direita e o outro, que entrou pela barriga e passou pelo estômago, fígado e pulmão, provocando uma anemia aguda que causou a morte do funkeiro.