O dilema da falta de médicos no Pronto Atendimento, do Campo Grande, continua. A unidade é uma das mais modernas da rede pública de saúde do município. O prédio é amplo e com arquitetura moderna, porém o atendimento deixa a desejar. O autônomo Wagner de Oliveira Leão esteve no local com a esposa no dia 17 de janeiro e não foi atendido. A razão apresentada, segundo ele, foi a falta de médico. Na manhã desta terça-feira , a ajudante de serviços gerais, Arlete Ribeiro de Souza, esteve no local. Ela chegou pouco depois das 8h e sem ser atendida, até às 11 horas, decidiu ir embora. O aposentado Milton Borges, de 78 anos, também chegou logo cedo no local e depois de quatro horas ainda aguardava na fila.
Em um painel informativo dentro da ala de espera do P.A. do Campo Grande informação era a de que haviam três médicos atendendo na manhã desta terça-feira, sendo dois clínicos e um pediatra. Já a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde informou que eram 7 médicos entre clínico geral e pediatra. Informou também que as unidades de Pronto Atendimento foram criadas para atender os casos de urgência, emergência e os de maior complexidade dentro dos padrões de classificação de risco. Os casos mais simples a orientação é procurar as unidades básicas de saúde.
Através da assessoria, a Secretaria de Saúde Municipal admite a dificuldade de preencher as escalas dos médicos no PA Campo Grande. Para tentar solucionar o problema está estudando parcerias com universidades.