O déficit de agentes e a falta de estrutura da Polícia Civil apontados pelo sindicato dos policiais como obstáculos na resolução de crimes em Campinas, também são motivo de reclamação do prefeito de Vinhedo e presidente do Conselho de Desenvolvimento Metropolitano, Milton Serafim. Para ele, faltam ao menos 250 funcionários em toda a região para que os trabalhos de atendimento e investigação não sejam afetados. O balanço da instituição que representa a categoria, porém, aponta a necessidade de até 300 policiais somente para Campinas, principal cidade da RMC.
Como exemplo Serafim cita o próprio caso de Vinhedo, cuja funcionamento da delegacia, segundo ele, depende de servidores da Prefeitura. Além de pedir mais policiais para a região, o presidente do Conselho de Desenvolvimento também cobrou da Agemcamp mais agilidade no processo de aquisição do software para o monitoramento integrado. Para ele, as câmeras poderiam evitar e até esclarecer crimes.
Mas de acordo com a diretora da autarquia estadual, Ester Viana, detalhes técnicos impediram que o processo fosse feito de maneira mais rápida. Ainda assim, a previsão é de que as licenças sejam entregues ainda neste semestre. Entre as 20 cidades da RMC, seis já possuem o sistema em funcionamento: Indaiatuba, Itatiba, Vinhedo, Monte Mor, Nova Odessa e Jaguariúna. Ao todo, mais de 600 mil reais do Fundo de Desenvolvimento Metropolitano de Campinas foram disponibilizados para o investimento de cada município na compra dos equipamentos.