A unidade de Pronto-Atendimento do Campo Grande, na região oeste de Campinas, ficou sem médicos entre 19h de quinta e 7h desta sexta-feira (24/01). A situação foi relatada por enfermeiros, mas negada pela Secretaria de Saúde. Ainda de acordo com os funcionários, o local só funciona com o quadro de médicos completo às terças e quartas-feiras, sendo que nos outros dias o atendimento precisa ser priorizado.
A falta de profissionais faz parte da rotina de uma das regiões mais populosas da cidade. Na manhã desta sexta-feira, um cartaz afixado na sala de espera informava que um médico fazia o atendimento. Mesmo assim, quem chegava ao local era informado que não havia previsão para ser recebido. Foi o caso de Elusaí Gomes, que chegou a esperar até quatro horas na unidade. O problema é confirmado por Ana Martins, que acompanhava a sobrinha no hospital porque não tinha alternativa nas proximidades.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas negou que o atendimento tenha sido interrompido no local entre a noite de 23 e a manhã de 24 de janeiro. O documento informa que o Pronto Atendimento do Campo Grande “contou com um médico plantonista” no período que “atendeu as demandas de pacientes internados, pacientes graves e de urgência e emergência”. Segundo o comunicado, “casos menos graves foram encaminhados para outros Prontos Atendimentos do município”.