Palco de várias atrações desde a inauguração em 1976, o Centro de Convivência no Cambuí, em Campinas, sofre com a degradação e a incerteza sobre a reforma na infraestrutura, principalmente no teatro. Na praça, que recebe feiras durante os dias úteis e o fim de semana, as pichações nas estruturas são visíveis e é comum o flagrante do consumo de drogas e sexo nas escadarias do teatro de arena.
Mesmo assim, quem costuma frequentar o local para os momentos de lazer mostrou que está acostumado com a situação. Margarete Fernandes, que lia uma revista em um dos bancos, afirma que os problemas são normais para um espaço público. Ela conta que chegou a ser assaltada no Centro de Convivência durante a noite, mas acredita que a violência atinge toda a cidade. Vancler Ferreira, morador do Rio de Janeiro e que fazia caminhada no espaço, também é outro que não se surpreende.
Além da área externa, outro ponto que também apresenta desgaste é o Teatro do Centro de Convivência, que sofre com a falta de infraestrutura. Interditado desde 2011 por causa de infiltrações e danos na construção e parte elétrica, o local não recebe espetáculos desde então e continua à espera de um projeto para reforma. Em análise, segundo a Prefeitura, está a possibilidade de uma parceria com a iniciativa privada. No estudo, estão inclusos, além da reforma, uma remodelação total, com tratamento acústico e um fosso.
Mas enquanto o início dos trabalhos não é anunciado, o teatro continua sendo motivo de preocupação para o movimento Resgate Cambuí. Isso porque, segundo a presidente e sobrinha do arquiteto que projetou o Centro de Convivência, Tereza Penteado, o grupo já possui dados para a recuperação do local. Para ela, falta diálogo do Executivo com os moradores e interessados.
Sobre a segurança, a Polícia Militar, que possui uma Base Comunitária instalada no local, afirmou que “o policiamento é feito de maneira contínua, tanto com viaturas como a pé”. Ainda segundo a PM, “o policiamento preventivo e ostensivo nas ruas é feito”, mas “a fiscalização interna cabe a Guarda Municipal”. A corporação, por sua vez, informou que quatro câmeras da Cimcamp fazem o monitoramento. Com os equipamentos, de acordo com a nota enviada à reportagem, “já houve o flagrante do uso de entorpecentes”.