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Família de PMs mortos encontram dificuldades para receber indenização

As famílias de policiais militares assassinados em períodos de folga encontram dificuldades em receber a indenização do estado. Em muitos casos, os parentes acabam entrando com processos na justiça. Neste

Família de PMs mortos encontram dificuldades para receber indenização
As famílias de policiais militares assassinados em períodos de folga encontram dificuldades em receber a indenização do estado. Em muitos casos, os parentes acabam entrando com processos na justiça. Neste final de semana, mais um PM foi assassinado em Campinas. O policial Daniel Pinto de Souza foi executado com 14 tiros quando saia de casa […]

As famílias de policiais militares assassinados em períodos de folga encontram dificuldades em receber a indenização do estado. Em muitos casos, os parentes acabam entrando com processos na justiça. Neste final de semana, mais um PM foi assassinado em Campinas. O policial Daniel Pinto de Souza foi executado com 14 tiros quando saia de casa no Jardim Shangai. O assassinato aconteceu na mesma região da chacina que deixou doze pessoas mortas em Campinas. A polícia investiga se há ligação entre os crimes.

Em janeiro, o PM Arides Luis dos Santos havia sido morto depois de reagir a um assalto em um posto de gasolina em Campinas. Uma das linhas de investigação indica que policiais militares teriam reagido a morte do colega e iniciado os assassinatos em série. Segundo a presidente da Comissão dos Direitos Humanos dos Policiais de São Paulo, Adriana Borgo, no que diz respeito às indenizações, os dois casos se diferenciam. Ela afirma que a família do policial Daniel Pinto de Souza deverá encontrar mais facilidade para receber a indenização, porque os indícios apontam que ele teria sido morto justamente por ser um PM. No caso de Arides Luis dos Santos, Adriana Borgo explica que a situação é mais complicada porque ele foi assassinado fora do serviço.

Adriana Borgo afirma ainda que a prisão dos cinco policiais militares suspeitos de participação na chacina foi prematura. Segundo ela, a suspeita sem provas concretas da suposta autoria dos crimes, colocou em risco a integridade dos oficiais da PM. O corpo do policial militar Daniel Pinto de Souza foi enterrado no Cemitério Parque Flamboyant na tarde deste domingo.

 

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