Em Campinas para encontros com sindicalistas, representantes da área da Saúde, da Educação e lideranças regionais, o pré-candidato do PT a Governador de São Paulo, Alexandre Padilha, afirmou que o governo do estado precisa “recarregar a bateria”. Para o ex-Ministro da Saúde, os 20 anos do PSDB no Palácio dos Bandeirantes não foram “ágeis e dinâmicos” e alegou que falta energia para a atual gestão de Geraldo Alckmin.
Entre os pontos criticados está a Segurança, área na qual afirmou que falta coragem do governo tucano no combate ao crime organizado. O petista lembrou dos índices de violência na região de Campinas, onde 33 pessoas foram mortas em todo o mês de janeiro, e alegou que as forças policiais precisam de mais coordenação.
A visita à cidade integra a série de viagens de Alexandre Padilha pelo interior paulista para reuniões e encontros que servirão para traçar os planos da campanha do PT pelo Executivo Estadual. Para a região, segundo ele, a prioridade é a Saúde, que precisaria da instalação de um Centro de Tratamento para Queimados, necessidade antiga dos municípios, assim como um hospital de oncologia apoiado pelas instituições de ensino de Campinas, como PUC e Unicamp.
Questionado sobre as recentes deserções de profissionais do programa Mais Médicos, idealizado por ele, o ex-Ministro da Saúde disse que respeita as decisões individuais e vê a situação como normal. Ao todo, pelo menos 89 profissionais deixaram de cumprir suas atividades e poderão ser desligados do projeto. Dentre eles, nove são estrangeiros, sendo quatro cubanos. A visita a Campinas do pré-candidato do PT deve durar dois dias e incluir ainda encontros com empresários, pesquisadores, assim como prefeitos e vereadores da Região Metropolitana.