Valinhos é a cidade que teve mais pessoas resgatadas de situações de trabalho escravo da Região de Campinas, em 2013. Os números são da Comissão pastoral da Terra. Na RMC, o total de resgates foi 86 pessoas. Valinhos teve 56 casos, seguido por Campinas com 27 e Santa Bárbara d’Oeste, com três pessoas na situação. O número é quatro vezes maior, do que o registrado na região em 2012. Em todo estado de São Paulo, em 2013 foram 538 pessoas que saíra da situação análoga ao trabalho escravo. No anterior, o número foi menos que a metade. Esta é a primeira vez que o estado fica entre os quatro piores em relação ao trabalho escravo no país.
Os motivos dos aumentos de resgate ficam em dois aspectos: Há mais casos de trabalho escravo, principalmente impulsionados pela construção civil e setor têxtil. Além, de mais efetividade das fiscalizações. O coordenador da Campanha Nacional Contra o Trabalho Escravo, Frei Xavier Plassat, comenta que programas do governo e eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas, acabam criando mais situações de trabalho degradante. Especificamente da região, ele exemplifica os casos no pólo têxtil.
Sobre as fiscalizações, o coordenador da Campanha Nacional Contra o Trabalho Escrava afirma que atualmente elas são mais efetivas, devido preparado dos órgãos competentes. Sobre os anos anteriores, frei Xavier Plassat fala em invisibilidade das situações análogas ao trabalho escravo.
Estas fiscalizações são realizadas principalmente pelo Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho. Além dos resgates de pessoas em situações de trabalho escravo, os números do MPT referentes a 2013, apontam a região de Campinas como a com maior número de inquéritos judiciais para investigar denúncias de trabalho escravo em todo o interior paulista. Dos 143 processos em andamento, 59 estão sendo investigados na região.