O secretário de Saúde de Campinas, Cármino de Souza, respondeu às críticas feitas pelo novo presidente do Conselho Municipal de Saúde, Paulo Mariante, sobre a gestão atual da Pasta. Uma das reclamações é sobre a reposição dos funcionários demitidos após o fim do convênio com o Serviço de Saúde Cândido Ferreira. Segundo Mariante, o processo não aconteceu de forma integral, o que agravou ainda mais a defasagem de profissionais na cidade.
O secretário, porém, alega que todas as vagas já foram repostas até o fim do ano passado. Ele atribui ausências em algumas funções à saída frequente de servidores. Ainda assim, o secretário Cármino reconhece o déficit em algumas categorias do setor, como urgência e emergência e enfermagem, e afirma que o índice geral gira em torno de 10% em todo o sistema.
Já sobre a municipalização do Hospital Ouro Verde, outra reclamação de Paulo Mariante, o responsável pela Saúde Municipal justifica que a medida não é possível de ser adotada devido a impedimentos legais. De acordo com o secretário, a Lei de Responsabilidade Fiscal impede, por exemplo, que a folha de pagamento ultrapasse 60% cento da receita. Em Campinas, o índice está em 54%. Atualmente, a administração do Ouro Verde acontece em sistema de cogestão juntamente com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, ao contrário do que preconiza desde 2010 o Conselho de Saúde da cidade.