A liberação adicional de 1 m³/s de água do Sistema Cantareira para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí não reduz o problema da região de Campinas. A afirmação é da promotora do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema) de Piracicaba, Alexandra Faccioli, que ainda critica a falta de planejamento para o abastecimento no estado.
A medida, que representa mil litros adicionais de água por segundo ou 25% da captação total, foi anunciada pelo governador Geraldo Alckmin e apontada pelo prefeito de Campinas Jonas Donizette como suficiente para evitar o racionamento. Para Faccioli, porém, a situação ainda é crítica, já que o nível dos reservatórios do Sistema Cantareira segue em baixa, com pouco mais de 18%, enquanto o volume do consumo continua alto.
A decisão de aumentar a liberação para a região acontece depois da disputa pela água entre as regiões das bacias do PCJ e da Grande São Paulo. Enquanto a Sabesp pedia a diminuição da vazão para Campinas e outras cidades, os Ministérios Públicos Estadual e Federal recomendaram à Agência Nacional de Água que o volume fosse mantido. O conflito, segundo a promotora Alexandra Faccioli, expõe a fragilidade do planejamento para o abastecimento das cidades. Com o adicional na vazão, o Sistema Cantareira encaminha atrásra para a região de Campinas 4 m³/s, enquanto a Grande São Paulo recebe 30 m³/s.