Os vigias do Hospital Celso Pierro da PUC de Campinas estão em estado de greve, aguardando o resultado da audiência de mediação no Ministério Público do Trabalho, no Alphaville, agendada para as 4 horas da tarde dessa quarta-feira. Caso não haja negociação, às 6 horas da tarde dessa quarta-feira a greve será deflagrada, o que poderá causar prejuízo ao atendimento da população, afirmou a Vice-presidente do Sinsaúde, Leide Mengatti. A reivindicação é de um adicional de periculosidade de 30% para os mais de 100 funcionários que atuam neste setor. O direito é assegurado por lei federal de 2012, no entanto o Hospital alega que ela não se aplica aos trabalhadores do Hospital por eles serem vigias, e não vigilantes. A diferença básica é que os vigias realizam serviços de vistoria do patrimônio fechado e não usam armas. Já o vigilante, presta serviços semelhantes ao policiamento, e utilizam armamento. Para Leide Mengatti, do sindicado, a importância da função e o risco no trabalho são os mesmos nos dois casos. O vigia do Hospital da PUC, Adriano Ribeiro, conta que por várias vezes foi ameaçado por pacientes mais agressivos. O Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC-Campinas informou que no caso de a greve ocorrer, as providências necessárias serão tomadas para não prejudicar o atendimento à população.