A empresa responsável pelos médicos que atuam na rede pública de Sumaré contesta as denuncias feitas pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade contra seis profissionais que supostamente estavam deixando os plantões com duas horas antes do previsto. Segundo a denuncia, os profissionais deveriam trabalhar no período das 7h às 19h, no entanto deixavam o posto às 17h e preenchiam a folha de ponto como se tivessem cumprido toda a jornada de trabalho. A denuncia foi formalizada junto ao Cremesp , o Conselho Regional de Medicina que investiga o caso. Os problemas foram verificados nos meses de outubro e novembro do ano passado, no entanto segundo o advogado, Raphael Jorge Tannus, a entidade não informou a empresa. O advogado da RPS Clínica Médica , informou também que nem mesmo a Secretaria Municipal de Saúde comunicou sobre o suposto abandono de plantão. Ele faz questão de frisar que os plantões suspeitos de não terem sido cumpridos não foram pagos pela Prefeitura. O advogado informou também que esta entrando com representação na justiça , pois , o contrato com a empresa, que venceu no dia primeiro de março e não foi prorrogado. O contrato foi firmado em 2012 , renovado em 2013 por mais um ano , podendo ser prorrogado por até 60 meses, no entanto , como termino no dia primeiro de março , a Prefeitura fez um contrato emergencial com outra empresa . A medida segundo o advogado fere o artigo 24 da Lei de Licitação Pública , que dita que os contratos emergenciais só devem ser feitos nos caso de calamidade pública ou urgência e emergência. Diante da situação a empresa vai entrar com uma medida cautelar na justiça para impugnar a contratação emergencial. De acordo com o advogado Raphael Jorge Tannus , apesar dos problemas os médicos da RPS Clínica Médica continuam atendendo normalmente a rede pública de Sumaré. A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde da cidade não respondeu a solicitação de entrevista.